O smartphone mais fino que a Apple já tirou do papel está dando bobeira na Amazon com um desconto que dificilmente a gente vê em lançamentos desse calibre. A versão de 256 GB do iPhone Air não é só um rostinho bonito de perfil baixo; o aparelho é um monstro de processamento que não vai pesar no seu bolso — nem no sentido literal, nem no financeiro, se você aproveitar a janela de oferta.
Para quem curte olhar os números debaixo do capô, a tela OLED de 6,5 polegadas entrega uma fluidez absurda com a tecnologia ProMotion de 120 Hz. O brilho bate os 3.000 nits, o que significa que ler mensagens debaixo do sol do meio-dia parou de ser um desafio. O topo do painel continua abrigando a Dynamic Island, gerenciando seus alertas de forma bem orgânica.
A mágica toda acontece por causa do A19 Pro. Trabalhando em conjunto com impressionantes 12 GB de RAM, esse chip tira de letra o iOS e engole qualquer processo de inteligência artificial direto no dispositivo, sem precisar ficar mandando dados para a nuvem o tempo todo. Na parte de trás, a lente principal de 48 MP faz vídeos em 4K e crava um zoom de 2x sem aquela perda bizarra de resolução. Quem faz muita videochamada vai curtir a câmera frontal de 18 MP com o Center Stage, que te mantém no quadro mesmo se você ficar andando pela sala.
A Apple também aproveitou o iPhone Air para matar algumas tradições. A gaveta de chip físico foi para o espaço, deixando o aparelho rodar exclusivamente via eSIM. Nas laterais, o clique mecânico morreu: agora temos o Botão de Ação e o novíssimo Controle de Câmera sensível ao toque. Fechando o pacote, o dispositivo traz Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0, certificação IP68 para aguentar uns mergulhos e bateria com suporte a carregamento sem fio MagSafe de 25W, além do já estabelecido padrão USB-C.
Ter um A19 Pro voando na palma da mão é um baita atrativo, mas mergulhar na arquitetura de silício da Apple nos obriga a encarar uma realidade dura sobre o ciclo de vida da tecnologia. Processadores envelhecem, e quando o fazem, suas defesas de hardware começam a ceder de formas definitivas.
Uma prova assustadora disso acaba de vir à tona pelos pesquisadores da Paradigm Shift. A equipe desossou a arquitetura antiga da maçã e publicou os detalhes técnicos do usbliter8, um exploit de BootROM simplesmente incorrigível que afeta em cheio os dispositivos equipados com os chips A12 e A13. E a lista não é pequena: estamos falando desde o iPhone XR, toda a linha XS e 11, até iPads mais velhos, o Apple Watch original SE, Series 4 e 5, além do HomePod mini. A equipe de segurança da própria Apple trabalhou em conjunto na divulgação do problema, mas a realidade nua e crua é que não existe atualização de software capaz de tapar um buraco que está cravado na estrutura física do controlador USB.