A Apple segue redefinindo os limites do que um celular consegue fazer. Se olharmos para o momento presente, o iPhone 15 Pro, disponibilizado no mercado em setembro de 2023, é um verdadeiro marco de engenharia. Acomodado em um chassi de 146.6 x 70.6 x 8.25 mm e pesando ágeis 187 gramas, o dispositivo esconde sob a carcaça o elogiado chip A17 Pro de 64 bits. Esse processador trabalha com uma arquitetura de seis núcleos — sendo dois voltados para força bruta e quatro para eficiência energética — que atua em conjunto com uma GPU também de seis núcleos. Quem costuma guardar a vida inteira no celular encontra versões com até 1024 GB de memória máxima não expansível. Tudo isso brilha em um display Super Retina XDR OLED de 6.1 polegadas. O painel, protegido pela tecnologia Ceramic Shield, exibe imagens com resolução de 1179 x 2556 pixels a uma fluidez de 120 Hz e densidade de 460 ppi.

Câmeras robustas e conexões modernas Para quem não vive sem registrar imagens, o aparelho entrega um conjunto traseiro pesado: três lentes de 48 MP, 12 MP e 12 MP. Com aberturas variando de F 1.78 a F 2.8, o sistema oferece zoom ótico de 3x, foco automático, estabilização ótica e flash Dual LED, garantindo fotos nítidas até em ângulos de 120 graus. A gravação de vídeos roda liso em 4K a 60 fps, inclusive na câmera frontal de 12 MP, trazendo ainda captura de som estéreo e câmera lenta a 240 fps. Na parte de conectividade, o smartphone não fica para trás. Ele traz o padrão Dual SIM em modo stand-by (Nano e eSIM), conectividade 5G, o veloz Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3 e a aguardada porta USB-C 3.0. Deixando de lado tecnologias antigas como rádio FM e TV, o modelo foca em sensores vitais — como barômetro, giroscópio e detecção facial — e em um sistema de localização denso que engloba GPS, GLONASS, Galileo, entre outros, tudo alimentado por uma bateria de lítio de alta duração e protegido por resistência à água.

A nova corrida pelo sinal via satélite Acontece que toda essa bagagem tecnológica do sistema iOS 17 e do iPhone 15 Pro parece ser apenas a fundação para algo muito mais ousado. A comunicação via satélite está prestes a deixar de ser um truque de nicho. Recentemente, os bastidores do Vale do Silício esquentaram com a compra da GlobalStar — a parceira espacial da maçã — pela gigante Amazon. Em vez de encerrar a parceria, Apple e Amazon uniram forças. Já circulam informações fortes indicando que quatro novos recursos espaciais vão desembarcar nos próximos telefones da marca.

Velocidade 5G direto do espaço O primeiro grande choque de realidade vai ser a velocidade. Atualmente, tentar enviar dados por satélite pelo iPhone exige paciência e um céu muito limpo. Essa lentidão está com os dias contados. Fontes da indústria apontam que o aguardado modem C2, que deve integrar os modelos iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e a inédita variante Ultra no próximo outono, será capaz de processar sinal 5G diretamente dos satélites. Ganhar essa taxa de transferência mais agressiva significa que o processo todo será menos burocrático e incrivelmente mais prático para o usuário final.

Navegação e fotos na ausência de torres Com mais velocidade, o leque de aplicativos nativos que vão funcionar no meio do nada vai expandir bastante. O Apple Maps é o melhor exemplo disso. Hoje, o serviço obriga você a baixar os trajetos no Wi-Fi antes de perder o sinal. Segundo jornalistas da Bloomberg, a equipe de desenvolvimento já trabalha para fazer o aplicativo carregar rotas ao vivo via satélite, algo que casa perfeitamente com o poder do futuro modem C2. Além da navegação, o app Mensagens também vai receber um belo upgrade. O sistema permitirá anexar e enviar fotografias sem depender de antenas de celular tradicionais. Isso muda o jogo. Mandar a imagem de um machucado ou mostrar o local exato do seu carro quebrado no meio de uma estrada deserta fará toda a diferença em uma emergência.

Um ecossistema aberto aos desenvolvedores Para amarrar todo esse novo pacote, a Apple planeja abrir essas conexões para fora dos seus próprios portões através de uma API exclusiva para desenvolvedores terceiros. A princípio, a marca deve liberar esse acesso a conta-gotas, liberando a criação de funções focadas estritamente em segurança e emergência. Conforme a constelação de satélites for encorpando e a disponibilidade do serviço virar rotina, a tendência natural é uma adoção em massa por outros tipos de aplicativos. É o telefone celular se transformando, de fato, em um comunicador global sem pontos cegos.