Aumento do protagonismo dos estudantes na produção da Mostra do Saber amplia interesse dos jovens e relação com professores na E.E. Geraldo Teixeira da Costa

IMG_3288Estimular a troca de saberes entre os alunos e fazer com que eles se sintam pertencentes ao espaço. Essa foi a proposta adotada pela Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa ao realizar a edição 2017 de sua Mostra do Saber.

A feira foi construída pelos alunos dos ensinos Médio e Fundamental, que sugeriram as oficinas de acordo com seus próprios conhecimentos profissionais e científicos. Culinária, cuidados pessoais, massagem, música, meio ambiente e o comportamento de assassinos em série foram alguns dos temas abordados pelos alunos. Além disso, o evento estudantil contou com a palestra de policiais da Delegacia de Homicídios do município que conversaram com os estudantes sobre as consequências dos atos infracionais e fizeram uma apresentação do Estatuto da Criança e do Adolescente, ressaltando seus direitos e deveres.

IMG_3266Para a professora de Biologia Eliene Aparecida, a importância da feira é o desenvolvimento das habilidades dos alunos, além do aumento natural da sinergia entre docentes e discentes. “Antes, a gente passava para eles o tema que seria trabalhado. Este ano, eles se colocaram à frente do projeto e propuseram coisas novas. Eles aprendem muito mais do que em sala de aula e eu também aprendo muito com eles. A interação é muito maior e a questão do respeito ao meio ambiente e ao próximo podem ser levadas para a vida. Isso ultrapassa os muros da escola”, pontuou Eliene.

IMG_3208Dança contra o preconceito

A abertura da feira ficou a cargo do aluno do 3º ano, Amintas Júnior. Morador do bairro Gameleira, ele deu início às apresentações com um espetáculo de dança contemporânea. A oportunidade, segundo ele, foi importante como instrumento de luta contra as diferenças. “Eu uso a dança, o corpo, para falar sobre respeito aos LGBTS e lutar contra qualquer tipo de preconceito que possa existir. Desde pequeno, eu sempre gostei de dançar e fui aprendendo sozinho ao longo do tempo, com a ajuda de vídeos na internet. Para complementar, fiz um curso no PlugMinas (centro de formação e experimentação digital do Governo do Estado).  Acredito que, assim como eu me inspiro em outras pessoas para mudar minha realidade, meus colegas também podem se inspirar em mim para a dança ou para seguir qualquer outro caminho”, disse.

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Amintas que há quatro anos sofreu agressões físicas – os alunos tacaram latinhas de refrigerante nele- após se apresentar em uma outra escola da região afirmou também que a dança é uma forma de expressão que não tem um gênero predefinido. “Usar o meu corpo é resistir”, disse.

 

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