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O Observatório Luziense comparou o preço de 20 itens em 8 papelarias do município

Pesquisa e negociação são palavras indispensáveis ao vocabulário dos pais que precisam partir para a jornada de compra de materiais escolares neste início de ano. Principalmente por ser um momento de contenção financeira, onde os itens estão com aumento nos preços de 5% a 10% em relação ao ano passado.

O reajuste é próximo da inflação projetada para o ano pelo IBGE, de 6,9%, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE). Em muitos casos, entretanto, essa variação pode ser bem superior.

Em Santa Luzia, o preço dos materiais pode variar em mais de 400%, ou seja, alguns produtos podem custar até quatro vezes mais caro de uma papelaria para outra. Na última semana, nossa reportagem visitou oito lojas do ramo na cidade para pesquisar os preços da lista básica solicitada para o ensino fundamental. Na pesquisa, a marca dos produtos não foi levada em consideração. Pedimos sempre que nos informassem o menor preço de cada produto disponível na loja. Para que os dados fossem os mais abrangentes possível, foram visitados estabelecimentos no São Benedito (três), Centro (dois), Frimisa (dois) e Palmital.

Embora no geral a diferença na lista completa dos produtos varie pouco de uma papelaria para outra – 27% -, a discrepância no preço de alguns produtos assusta. O estojo escolar saltou de R$ 3,90 para R$ 16,90. Mesma variação do giz de cera, cujo preço mais alto apurado foi de R$ 6,50, mais de quatro vezes superior ao mais barato, R$ 1,50. O bloco de desenho simples, por sua vez, pode ser encontrado por R$ 4,00 ou por quase o triplo, R$ 11,90. O que reforça a necessidade de muita pesquisa na hora de economizar.

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Estratégias para atrair o consumidor

Para amenizar o impacto financeiro que a compra de material escolar gera no orçamento familiar, os comerciantes se veem obrigados a fazer alguns malabarismos para não afugentar a clientela. Para a proprietária da Papelaria Vida Nova, Vanis Damas, a solução foi manter os preços de 2016 sem alteração e tentar negociar com os fornecedores um prazo maior para o pagamento dos materiais.

“Permaneci com o mesmo fornecedor do ano passado e antecipei o abastecimento do estoque para o mês de agosto”, explicou a empresária. “Temos que buscar alterativas para driblar esse momento ruim da economia e atrair mais os clientes”, completou.

De acordo com Breno Diniz, proprietário da Papelaria Lanes, a relação com os fornecedores não está fácil. “A negociação ficou mais difícil esse ano, seja com relação a preço ou ao prazo”, disse ele. O comportamento dos consumidores também influencia na estratégia dos lojistas. “Os clientes estão evitando a compra antecipada dos materiais. Agora eles estão vindo mais no início de fevereiro, coisa que antes era feita com antecedência”, analisou Diniz.

Cuidados na hora da compra

A falta de planejamento e o ato de ceder à vontade dos pequenos no período de volta às aulas pode pesar no orçamento. Fazer compras acompanhado dos filhos, por exemplo, pode ser um risco. Ávidas por marcas ou estampas de personagens infantis da moda, as crianças podem acabar influenciando os pais, que acabam gastando mais do que o esperado. Uma mochila personalizada, por exemplo, pode custar R$ 94,90, quase quatro vezes mais que o exemplar mais barato de uma das lojas visitadas, R$ 24,90.

O Observatório Luziense reuniu uma série de dicas de educadores financeiros que podem ser muito úteis na hora de ir às compras. Confira:

– Visite pelo menos três lojas e compare os preços;

– Evite parcelar as compras, principalmente no cartão de crédito. Muitas lojas oferecem descontos se o pagamento for à vista;

– Veja o que é possível reaproveitar do ano anterior. Itens como tesouras, réguas, apontadores, estojos e mochilas podem ter uma vida útil longa, desde que os estudantes tenham cuidado com seus materiais;

– Reúna familiares e amigos e tente fazer as compras coletivamente. Isso facilita na hora de negociar descontos com os lojistas;

– Segure os impulsos, compre apenas o essencial e evite desperdícios. Se for preciso, renove o estoque ao longo do ano;

– Converse com as crianças e explique a importância da economia. O dinheiro poupado na compra dos materiais poderá ser utilizado na próxima viagem de férias, por exemplo.

Cuidado com listas abusivas

Fique atento: de acordo com a Lei Federal 12.886/13, as escolas não podem exigir a compra de matérias de uso coletivo dos alunos, como produtos de limpeza, papel higiênico, copos descartáveis, giz, apagador, etiquetas, fitas adesivas, isopor, grampeador e envelope, por exemplo.

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Algumas escolas particulares adotam uma taxa de material a ser paga na hora da rematrícula. Cabe aos pais, contudo, concordar ou não com o pagamento. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os pais possuem o direito de conhecer a lista antes da assinatura do contrato e poder optar por comprar os produtos separadamente. Também não é permitido exigir a marca dos produtos da lista e nem que os pais comprem os mesmos na própria escola.

Confira a lista das lojas visitadas pelo Observatório:

Cravo e Canela – (31) 3641-5502

Av.Um,139- Frimisa- Santa Luzia- MG

Lojão do Real – 3451-3613

Av. Brasília, 1599 – São Benedito- Santa Luzia- MG

Papelaria 3 Irmãos – 3637-7594

Rua Modestino Carlos da Rocha Franco, 297 – Palmital, Santa Luzia – MG

Papelaria Brasília – (31) 3637-8070

Av. Brasília, 2101- São Benedito- Santa Luzia- MG

Papelaria Lanes – 3642-1572

Benedito Freire da Paz, 33B – Boa Esperança- Santa Luzia – MG

Papelaria Melo – (31) 3637-3406

Av. Brasília, 1858- Loja 01 e 02- São Benedito- Santa Luzia- MG

Papelaria Vida Nova – 3641-5963

Praça Guilherme dos Santos, 194 – Santa Luzia, Minas Gerais – Frimisa

Pont Pel – (31) 3641-2946

Rua do Comércio, 134-São João Batista- Santa Luzia- MG

 

 

 

 

 

 

 

 

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