Apesar de prevista no Regimento Interno, a medida foi usada pela primeira vez no parlamento luziense e brecou votação para que a Prefeitura forneça informações sobre os custos do Carnaval, iluminação pública e educação17200732_1122382711207288_801663060_oOs ânimos dos vereadores de Santa Luzia se exaltaram na reunião ordinária ocorrida nesta terça-feira (07). O motivo foi o pedido de vista para a votação dos requerimentos de autoria das vereadoras Luiza do Hospital (PTB) e Suzane Almada (PT).

“Inédito” na história da casa, de acordo com o presidente Sandro Coelho (PSB), o pedido de vista de até 48h para análise dos requerimentos foi feito pelo vereador Adriano do São Cosme (PMN) e em seguida, o recurso foi utilizado pelo vereador João Binga (PROS) – ambos da base de governo da prefeita Roseli Pimentel (PSB). A solicitação foi aceita de acordo com o Regimento Interno da casa.

“Os vereadores questionaram os requerimentos e pediram um tempo hábil para analisar o texto e, posteriormente, colocar seu voto favorável ou não. Nós vimos que no regimento há essa brecha, mas que nunca foi usada aqui”, disse o presidente.

Nos requerimentos, as vereadoras pedem esclarecimentos sobre a retirada da iluminação do viaduto Geraldo Magela Barbosa da Cunha e da ponte Prefeito Carlos Alberto Parrilo Calixto, os custos da festa carnavalesca realizada no município e a suspensão do pagamento dos 10% de incentivo à docência dos professores contratados da rede municipal de educação.

Casa dividida

Desde o início dos trabalhos da Câmara, no dia 7 de fevereiro, os vereadores César Lara Diniz (PC do B), Suzane e Luiza têm reclamado da dificuldade em conseguir informações da Prefeitura por meio de requerimentos. Em seu quarto mandato na cidade, Luiza se mostrou indignada com os pedidos de vista.

“Eu estou até um pouco decepcionada com isso. Estou aqui há 12 anos e sei que pedir informações sobre o que é feito em nossa cidade é um objeto legitimo nosso. E eu não vou ter respostas, tenho consciência disso. Mas estou encaminhando a documentação para o Ministério Público. Eu quero saber, pois senão não tem sentido o meu papel aqui”, disse.

A mudança de tática surpreendeu Suzane, que acredita até em sabotagem por parte dos vereadores aliados do Executivo. “Eu estou desconfortável com esse pedido. Até então, esse pedido cabia para outras resoluções, como os projetos de Lei. No caso de indicação e requerimento, era votação no dia. Estão buscando uma outra forma mais requintada de prejudicar e sabotar nossa apresentação de requerimentos”.

Para Adriano, os requerimentos protocolados geram um impasse entre os vereadores de oposição e os da base de governo e travam a cidade. “A oposição sempre trabalha só em cima de requerimentos, o que muitas vezes prejudica e até trava a cidade. Por exemplo, eu entendo que a retirada da iluminação nos pontos apresentados foi feita visando a economia do município”, disse o vereador, que acusou os colegas de não procurarem a informação correta. “Só querem usar a via judicial, via requerimento, para poder trazer mídia negativa para a casa”, desabafou.

Vereador em primeiro mandato, Paulo Bigodinho (PEN) ponderou que “como tivemos poucas reuniões até agora, ainda está em tempo de recebermos as respostas do Executivo. Acredito que todas virão”. O parlamentar, contudo, se antecipou e assegurou que irá votar a favor dos requerimentos.

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