Com mais de 50 atores e técnicos envolvidos, evento reforça a produção cultural em Santa Luzia

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Ainda não sabe o que fazer no próximo final de semana?

Vá ao teatro!

Nos dias 21, 22 e 23 de julho (sexta, sábado e domingo), vai acontecer a III Mostra de Teatro de Santa Luzia, promovida pelo Curso Livre de Teatro do Centro Cultural Solar da Baronesa, com apresentação de três peças: A Bruxinha que era boa, As Minas e Bilhete de Partilha.

A iniciativa partiu da vontade do diretor e professor Edsel Duarte, formado em teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Sou luziense e estudei teatro no Solar da Baronesa. Saí de Santa Luzia para dar continuidade aos meus estudos, mas sempre quis retomar o trabalho que a Ana Nery havia começado. Ano passado realizamos duas mostras que, agora, chega à sua terceira edição”, comemora o jovem de 24 anos.

Praticamente toda a equipe envolvida na produção e encenação das três peças é de Santa Luzia. Somando atores e equipe técnica, são cerca de 50 artistas da cidade em prol da mostra, no palco e fora dele. “Existe teatro em Santa Luzia, e a mostra vem para comprovar isso. Teatro feito por pessoas daqui, que aprenderam aqui. Isso é muito importante para a promoção cultural na cidade”, pontua Edsel.

Para fomentar a Mostra, Edsel, um dos representantes da Companhia Teatral Solares, contou com o apoio de alguns parceiros, como o ateliê É de Céu, a doceria caseira Doce Afeto, a trupe K-Azar e o designer gráfico Arthur Duarte. O evento, contudo, não conta com suporte financeiro nem de empresas e nem do poder público. “A prefeitura nos cede o espaço para ensaios e exibição das peças. Espero que a continuidade da mostra estimule as pessoas a investir no teatro e nos artistas locais”.

A Mostra começa na sexta-feira, dia 21, com a peça Bilhete de Partilha, inspirada na obra Vermelho Amargo, de Bartolomeu Campos Queiroz. No sábado, o Solar da Baronesa vai receber a peça As Minas, com nova apresentação no domingo. Também no domingo, a criançada vai se divertir com a clássica A Bruxinha que era boa, de Maria Clara Machado. Confira os horários:

Data: Sexta-feira, 21 de julho

Peça: Bilhete de Partilha

Horário: 20h

Local: Teatro Municipal Antônio Roberto de Almeida

Valor: R$ 7,00

Data: Sábado, 22 de julho

Peça: As Minas

Horário: 20h

Local: Solar da Baronesa

Valor: R$ 10,00

Data: Domingo, 23 de julho

Peça: A Bruxinha que era boa

Horário: 17h

Local: Teatro Municipal Antônio Roberto de Almeida

Valor: Um quilo de alimento não perecível

Peça: As Minas

Horário: 19h

Local: Solar da Baronesa

Valor: R$ 7,00

INFORMAÇÕES E INGRESSOS ANTECIPADOS: (31) 99874-6009 / (31) 99716-1996

Saiba mais sobre as peças:

Bilhete de Partilha

BILHETE DE PARTILHA WEB

Texto: Criação Coletiva

Inspirado na Obra “Vermelho Amargo” de Bartolomeu Campos de Queiroz com direção de Edsel Duarte.

“Nascer é abrir-se em feridas”. Bilhete de partilha conta, de forma lúdica e sutil como se dão as relações, a partir da obra de Bartolomeu Campos de Queiroz, “Vermelho Amargo”.

Entre brigas e abraços, encontros e desencontros ,sonhos e realizações, a família se consolida na mãe .Ausência. Perda. Um buraco que não se fecha. Uma dor que dói o corpo inteiro e um desejo de remediar esse incômodo. “A dor do parto, é também a de quem nasce”.

“As Minas”

AS MINAS RGB

Direção: Edsel Duarte e Letícia Araújo

Texto: Criação Coletiva

Precisamos falar sobre ” As Minas”.

Um susto: a cada cinco mulheres, duas já sofreram algum tipo de agressão (Física ou moral). Diante de um assunto veementemente falado na atualidade, o feminismo é pouco exercido nas cidades de interior e a mulher sujeita-se a submissão, a margem! “As Minas” abordam de forma clara e concisa os valores impregnados da nossa sociedade regida pelo patriarcado. A quebra desses valores, o respeito mútuo, a forma da mulher e o jeito de ver as coisas de um ângulo diferente são testados em cena. Acreditamos que somos iguais, diante das truculências desse país cada vez mais machista.

“Não fui eu quem nasci da sua costela, foi você que veio do meu útero”.

“A Bruxinha que era Boa!”

A BRUXINHA QUE ERA BOA RGB

Texto: Maria Clara Machado

Adaptação: Edsel Duarte e Géssica Dream

Direção: Edsel Duarte e Assistente de Direção: Géssica Dream

“A peça conta a história da bruxinha Ângela, uma bruxinha diferente, que estuda na Escola de Maldades da Floresta. Todas querem ganhar a fabulosa vassourinha a jato, prêmio para a bruxa mais malvada. A Bruxa Chefe ensina às bruxinhas como fazer maldades e passar no teste feito pela Bruxa Belzebu Terceira, a pior das feiticeiras. A bruxinha que se sair melhor nesses testes e fizer as piores maldades, ganhará a vassoura a jato. Ângela quer muito ganhar a vassoura a jato, pois o que mais gosta de fazer é voar pela floresta, por cima das arvores e perto das nuvens. O problema é que a bruxinha não sabe fazer maldades. Além de Ângela não conseguir fazer maldade nenhuma, ainda ajuda a menina Ritinha, uma jovem que mora na floresta a escapar das maldades de suas amigas, e por isso acaba sendo presa na Torre de Piche, onde será mantida até ficar velhinha. Mas Ritinha, sua mais nova amiga, é quem pode ajudá-la a escapar da prisão e ganhar a tão sonhada vassoura a jato!”

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