17200732_1122382711207288_801663060_oCom 11 votos contrários e 4 votos favoráveis, a Câmara Municipal de Santa Luzia rejeitou o veto da prefeita Roseli Pimentel e manteve a lei que garante a volta dos cobradores no transporte público municipal. A votação foi realizada em escrutínio secreto na sessão ordinária desta terça-feira (25).

No veto, a prefeita alegou que a volta dos cobradores impacta diretamente no equilíbrio financeiro de concessão, o que acarreta no aumento do valor da passagem para o usuário do sistema de transporte público. Outra justificativa é a utilização dos cartões Ótimo que já fazem parte da rotina de 80% dos usuários luzienses.

De autoria da vereadora Luiza do Hospital (PTB), o projeto foi proposto no dia 7 de março e aprovado em dois turnos pelos parlamentares. “Fui procurada por muitos cobradores desempregados, mas a questão não é só essa”, disse Luiza. “Também está em jogo a segurança dos passageiros e do motorista, que fica sobrecarregado e não consegue cumprir a função dupla”, completou.

Debate no Plenário

Em uma reunião anterior, o vereador Vagner Guiné (PMDB) – que não estava presente na reunião de hoje- aproveitou a discussão para questionar a falta de concorrência à empresa de transporte que está há mais de 40 anos no município e a capacidade do motorista em lidar sozinho com as exigências que asseguram o bem estar do passageiro no transporte coletivo.

“Eu quero ver um motorista olhar criança, cobrar a passagem, ver se não vai entrar nenhum passageiro alcoolizado e ajudar pessoas com mobilidade reduzida. Será que ele dá conta disso tudo?”, questionou o vereador.

Preocupado com os custos do projeto de lei para os munícipes, o vereador Zé Cláudio (PSDB) tentou explicar os reflexos da lei a partir da visão dos empresários. “Tudo que é custo é cobrado do povo. As empresas não vão absorver o valor que será gasto com os cobradores, o que pode acarretar em aumento das tarifas”, pontuou.

Representantes do movimento Sem Cobrador Não Dá também estiveram nas sessões que discutiram o projeto de lei. De acordo com Luiz Fernando, a acessibilidade também deve ser levada em conta, bem como a saúde dos motoristas.  “O transporte não atende as pessoas com mobilidade reduzida. Tem ônibus que roda sem o elevador de cadeirantes ou com o equipamento estragado e quem opera isso é o motorista. Imagine uma pessoa só tendo que desligar o ônibus, descer, operar o elevador e colocar o cadeirante. É perigoso. Dupla função mata. Adoece”, disse.

 

Comments

comments