Em sua sexta edição, evento programado para a última sexta-feira de novembro traz esperança para lojistas da cidade, preocupados com a crise

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Considerada a segunda maior data do varejo brasileiro, a Black Friday é aguardada com ansiedade não apenas por consumidores, ávidos por promoções, mas também por comerciantes e lojistas, que andam angustiados com a crise econômica. O evento, marcado por uma série de descontos exclusivos, foi criado nos Estados Unidos na década de 1990 e desembarcou no Brasil em 2011. Neste ano, está programado para o próximo dia 25, a última sexta-feira do mês de novembro.

Em todo o país, a expectativa é de um aumento de 34% no volume de compras, que devem girar em torno de R$ 2 bilhões. Em Santa Luzia, a data também é recebida com entusiasmo. Sebastião Ivo, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Luzia (Sindivoc-SL) e dono da rede de lojas Thamires Tecido, avalia que o sucesso depende unicamente do entusiasmo do empresariado, que precisa estar atento para fortalecer o comércio local e diminuir os impactos da crise.

“Para movimentar as vendas, nós estamos arrumando a casa para receber bem as visitas. Temos feito constantes reuniões com os vendedores para mostrar que enquanto existir ao menos uma pessoa comprando, não tem crise. Estamos também aumentando os estoques nas lojas”, diz o dirigente, sem antecipar qual será a prática de descontos em suas lojas.

O investimento em logística e na qualificação da mão-de-obra é o foco dos varejistas da cidade para que não haja perda de clientes. De acordo com Walter Santos, gerente da Lojas Móbile, a empresa está investindo na capacitação dos gerentes  por meio de reuniões para que eles possam fortalecer e incentivar a equipe de vendas.

“Em tempos de crise, as datas comemorativas vêm no sentido de dar um gás nas vendas. O comerciante precisa agir, então algumas estratégias estão sendo adotadas para que o vendedor enxergue o mercado em geral e possa conquistar os clientes. Por exemplo, estamos preparando o visual da loja e dos produtos, organizando o estoque para que não falte mercadorias, treinando os vendedores e trabalhando a comunicação com o cliente”, resume Walter.

Os lojistas precisam ficar atentos para o comportamento do consumidor, que pode usar os preços da Black Friday para antecipar as compras de Natal. De acordo com a empresa de consultoria em comércio digital E-bit, 44% das compras online na sexta-feira serão feitas já pensando no fim do ano, o que pode se repetir também nas compras físicas. Os produtos que mais chamam a atenção dos clientes são os eletrônicos (34%), eletrodomésticos (28%), celulares (27%) e informática (23%).

Compre em Santa Luzia

Para incentivar o comércio local nas datas comemorativas, a equipe da agência Horizontes Marketing & Comunicação realiza a campanha Fim de Ano Explosivo em Vendas que divulga as lojas por meio de vídeos, trio elétrico e um guia impresso.

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Para a abertura da campanha, o grupo convocou na última quarta-feira (16) os lojistas para uma palestra com o coaching de vendas Gilson de Souza. Para ele, transparecer lealdade, respeito e parceria é uma das receitas para o sucesso das vendas.

O intuito da campanha, de acordo com uma das fundadoras da empresa, Gisele Carajá, é fazer com que o morador da cidade não precise ir até a capital para consumir. “Infelizmente o nosso maior concorrente é o centro de Belo Horizonte. Nós não temos dado ao nosso comercio a importância econômica e social que ele possui. E somos nós que precisamos mostrar isso para o nosso consumidor”, disse.

Cuidado com a ‘Black Fraude’

Que a Black Friday pode ser um “achado”, ninguém duvida. Afinal, muitas lojas anunciam descontos de até 80%. No entanto, os consumidores precisam ficar atentos com fraudes e procedimentos enganosos por parte de algumas empresas, que prometem muito mais do que realmente cumprem.

De acordo com o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, para garantir uma compra satisfatória e sem arrependimentos, o consumidor precisa ter um planejamento orçamentário para não comprometer sua renda.  Além de analisar se há necessidade real para a compra, outra dica importante é que as pessoas façam um acompanhamento desse produto para saber se ele de fato está em promoção.

“Nas últimas edições da Black Friday, nós detectamos produtos em que os descontos anunciados não eram reais. Nesse caso, o consumidor pode fazer o cancelamento da compra e contatar os órgãos de defesa do consumidor que vão determinar a retirada dessa promoção dos veículos de comunicação”, explica.

Marcelo chama atenção ainda para as propostas de venda feitas por e-mail ou SMS. “Não abra links de empresas enviados por e-mail ou mensagem de texto. Normalmente, quando o consumidor clica nesses links, ele cai em páginas idênticas a do fornecedor e ali realiza a sua compra, informa os seus dados bancários e pessoais e vai ser vítima de golpe ou de fraude, ou seja, ele vai efetivar o pagamento e não vai receber o produto”.

O especialista também alerta para outro risco recorrente durante a Black Friday, o atraso nos prazos de entrega devido a sobrecarga de demanda das lojas. Nesse caso, o conselho dado é que os compradores imprimam a página da web que informa a data de entrega ou que tire uma foto do comprovante.

 

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