Munida de faixas e cartazes, a categoria exigiu que os parlamentares luzienses elaborassem ofício em contrariedade ao texto que será votado no Congresso.

Em greve desde o dia 15 de março, quando ocorreram as primeiras manifestações nacionais contra a reforma da previdência, os professores da rede pública estadual de Santa Luzia compareceram à Câmara Municipal da cidade na manhã desta terça-feira (21) para cobrar dos vereadores do município uma declaração oficial contra a PEC 287.

Munida de faixas e cartazes com palavras de ordem, a categoria exigiu que os parlamentares luzienses elaborassem ofício manifestando a contrariedade da Casa com o texto que será votado nos próximos dias na Câmara dos Deputados. Após ouvirem os professores, os vereadores concordaram com a reivindicação e assinaram uma moção de repúdio que será enviada para Brasília.

Representando a classe, o professor de Sociologia Edson de Souza, que leciona na Escola Professor Domingo Ornelas, foi até a tribuna da Câmara se posicionar sobre o assunto. Para ele, a reforma da previdência não atinge somente aos professores, mas a toda a população brasileira, sem distinção.

“Em São Paulo, a expectativa de vida é de 77 anos, mas muitas pessoas morrem com 53. Se a proposta é que se aposentem aos 65, vão se aposentar depois de morrer. Essa é a nossa preocupação. E os adolescentes que hoje estão no Ensino Médio estão percebendo esta dificuldade. Eles vão começar a trabalhar aos 20 anos e só vão se aposentar aos 69, isso se estiverem vivos. Essa reforma é um retrocesso enorme”, discursou.

Para o professor, a moção assinada pelos vereadores representa não apenas os parlamentares, mas a todos os trabalhadores de Santa Luzia. “É preciso que todos os deputados federais de Minas Gerais saibam que se eles votarem a favor dessa PEC, eles terão a rejeição de todos os servidores públicos do Estado”.

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