Pela primeira vez desde 2014, número de admissões supera o de desligamentos na cidade

Crise econômica é sinônimo de desemprego e ninguém discorda. O comércio vende menos, a indústria diminui sua produção e cai a procura por serviços, o que afeta diretamente no número de vagas formais. Em 2017, contudo, a economia começou a dar sinais de recuperação em Santa Luzia. Pela primeira vez desde 2014, o número de admissões superou os desligamentos, deixando positivo o saldo do emprego formal na cidade, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

De janeiro a dezembro de 2017, foram 8.139 admissões, contra 7.644 desligamentos (que englobam demissões, término de contrato, aposentadoria ou morte), com um saldo de 495 novas vagas (2,23%). Os números foram apresentados no último dia 26 de janeiro e deixaram Santa Luzia bem acima da média estadual, também positiva, mas de apenas 0,62%.

Dentro da Região Metropolitana da capital, Santa Luzia foi a cidade com melhor saldo positivo em termos percentuais (confira tabela abaixo). Os destaques negativos foram Sabará (-3,14%), Vespasiano (-1,75%) e Betim (-1,02%). Belo Horizonte também fechou o ano no vermelho, com 3.099 desligamentos a mais que o número de admissões, o equivalente a -0,34%.

O saldo de Santa Luzia em 2017 é o maior desde 2014, mas está muito abaixo aos melhores desempenhos da cidade na pesquisa do Caged, iniciada em 2002. O recorde foi registrado em 2010, quando foram criados 3.079 novos postos de trabalho na cidade, seguido por 2011, com 2.167. Em 2015 e 2016, pela primeira vez a cidade apresentou números negativos: -863 e -618 vagas, respectivamente.

Os números do Caged são relativos somente aos empregos formais, ou seja, aqueles com carteira assinada. Em 2017, o país registrou um grande avanço no número de empregos informais, sem carteira e por conta própria (categoria que inclui autônomos, como advogados e dentistas, por exemplo): de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas trabalhando sem carteira assinada superou o daqueles que têm um emprego formal no Brasil: 34,31 milhões contra 33,321 milhões. O índice nacional de desemprego fechou o ano com 11,8%, o equivalente a 12,3 milhões de brasileiros.

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